• 24/01/2022

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Imagine a seguinte situação: você trabalhou, durante muitos anos, em uma multinacional. Entretanto, de uma hora para a outra, a companhia decide sair do Brasil, deixando você sem uma renda. Neste caso, você teria dinheiro o suficiente para se sustentar até encontrar um outro emprego?

Se você respondeu que “sim”, então você já está muito familiarizado sobre o que é reserva de emergência. Você está entre os 33,8% dos brasileiros que costumam guardar dinheiro para alguma emergência no futuro. Este dado foi publicado em uma pesquisa feita em 2020 pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). 

Entretanto, o mesmo levantamento mostrou um dado preocupante: 52,1% da população brasileira não possuem o hábito de poupar. Isso representa mais de 110 milhões de pessoas do Norte ao Sul do país. 

Por isso, ao longo deste texto, vamos mostrar a importância de poupar e, principalmente, de construir uma boa e sólida reserva de emergência. Neste artigo, você encontrará tópicos sobre: 

  • o que é reserva de emergência;
  • qual é a importância de uma reserva de emergência;
  • qual é a quantia de dinheiro ideal para a minha reserva de emergência;
  • como montar a minha reserva; 
  • qual o melhor investimento para reserva de emergência;
  • quais os principais pontos para escolher um investimento para a reserva.

Junte-se a nós nesta jornada para a sua independência financeira e para a sua segurança!

O que é reserva de emergência?

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=GCiedjkNJGg

Como o próprio nome já denuncia, reserva de emergência é um “estoque” de dinheiro que está destinado unicamente para situações inusitadas. 

Mas afinal, quais são essas situações consideradas “imprevistos”? Oras, o carro que parou de funcionar, a geladeira que pifou, uma consulta médica que não estava nos planos, uma dívida esquecida no fundo da gaveta. Todos esses casos podem ser considerados, sim, emergências. 

Além disso, existem aqueles imprevistos que acontecem no trabalho, como um possível atraso no pagamento dos salários ou, até mesmo, uma temida e indesejada demissão. Esses dois casos podem muito bem ser resolvidos com uma reserva de emergência. 

Qual é a importância de uma reserva de emergência?

Como podemos ter visto anteriormente, a reserva de emergência é uma âncora na hora em que imprevistos surgem. 

Por isso, uma das maiores importâncias deste “colchão de liquidez” é evitar o surgimento de dívidas. Afinal, mesmo com você desempregado, as contas continuarão a aparecer, mensalmente, em sua porta. 

Outro motivo desta reserva ser tão importante é para garantir o seu conforto nas horas de emergência. Afinal, você não vai deixar as comidas da sua geladeira apodrecerem porque não tem dinheiro para consertar ou, em casos mais drásticos, comprar outra, não é mesmo?

E você sabia que, segundo a pesquisa da CNDL e do SPC Brasil, dentre as pessoas que poupam, 49,8% delas guardam dinheiro para se protegerem contra imprevistos? Em segundo lugar (40,2%) vem a possibilidade de construir um futuro melhor para a família.

Qual o valor ideal para a reserva de emergência?

Agora, chegamos em um assunto polêmico! Afinal, depois de saber o que é reserva de emergência, precisamos saber qual é o valor ideal para este colchão. 

Como a reserva pode ser usada em casos de interrupção de renda, precisamos estar preparados para pagar todas as nossas despesas mensais. Portanto, o ideal é que, dentro desta equação, esteja contas que são imprescindíveis. 

Por exemplo: água, luz, internet, aluguel (se houver), condomínio (se houver), gás, gasolina e uma cesta básica de alimentos. Todas estas contas devem ser levadas em consideração na hora de montar sua reserva. 

Agora, vamos para os valores! Especialistas no mercado financeiro não entram em consenso sobre quantos meses de despesas devem estar dentro da sua reserva de emergência. Enquanto alguns afirmam que seis meses é suficiente, existem especialistas mais conservadores que indicam até 12 meses. 

Portanto, se o seu gasto mensal é de R$2,5 mil, você deve ter, no mínimo, R$15 mil guardados na sua reserva de emergência. O valor máximo é de R$30 mil, no qual você terá um ano inteiro garantido contra imprevistos. 

Como montar a sua reserva de emergência?

Se você já tem o valor necessário para a sua reserva de emergência em mente, está na hora de montar o seu colchão de liquidez

Em primeiro lugar, você deve estar disposto a poupar. Ou seja, cortar certos gastos supérfluos. Isso é importante para quem possui um salário mensal único, sem oscilações. Confira o passo a passo a seguir. 

  1. Coloque todas as suas despesas na ponta do lápis;
  2. Dê um destaque para as contas mais importantes, ou seja, aquelas que não podem ser adiadas ou eliminadas;
  3. As contas que não são essenciais, veja quais podem ser eliminadas;
  4. Calcule quanto dá todas as suas contas principais e subtraia pelo seu salário;
  5. O valor que sobrou será a quantia que deve ser colocada na sua reserva de emergência. 

Mas, digamos que, mesmo com os cortes o dinheiro ainda for insuficiente, está na hora de procurar uma forma de renda extra. Assim, você pode garantir um dinheiro maior na sua reserva de emergência. 

Qual o melhor investimento para reserva de emergência?

Até aqui, você já desvendou o que é reserva de emergência, como calculá-la e, acima de tudo, sobre a sua importância. O que resta é saber qual o melhor investimento para reserva de emergência, na qual seu dinheiro estará protegido e, acima de tudo, rendendo! 

Antes de tudo, é preciso entender os dois alicerces que devem ser levados em consideração na hora de montar a sua reserva. São eles:

  • liquidez. Você percebeu que chamamos a reserva de “colchão de liquidez”? Isso porque é importante que você possa retirar o seu dinheiro do investimento quando desejar. Ou seja, é inviável investir em algo que prenda o seu capital até o dia do vencimento;
  • segurança. Outro ponto a ser analisado é se o investimento é seguro. Por isso, as melhores aplicações para uma reserva de emergência são aquelas que possuem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou do Fundo Garantidor do Cooperativismo Financeiro (FGCoop).

Estranhou que não falamos sobre rentabilidade? Então, na reserva de emergência, a rentabilidade fica em segundo plano. Afinal, você não pode priorizar o quanto seu dinheiro irá render ao invés da segurança do investimento, não é mesmo?

Mas então, qual o melhor investimento para reserva de emergência? Aqui estão alguns deles: 

  • Tesouro Selic. Este título público, além de ter ser seguro e de possuir liquidez imediata, segue a rentabilidade da taxa básica de juros do Brasil;
  • contas de bancos que rendem pelo CDI. Você já deve ter conhecido bancos digitais que rendem seu dinheiro que está na conta corrente, não é mesmo? A margem de lucro é definida pelo Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que segue um pouco abaixo da taxa Selic;
  • CDB de liquidez diária. Os Certificados de Depósito Bancário com liquidez diária ou imediata são ótimos porto seguros para seu investimento. Aqui, você estará emprestando o seu dinheiro para o banco efetuar empréstimos e financiamentos;
  • Fundos DI. Estes fundos de investimentos seguem, geralmente, o CDI. Portanto, rendem mais do que a poupança.  

Segurança em primeiro lugar

Chegamos até o final deste texto! Se você chegou até aqui, você já sabe muito bem o que é reserva de emergência e sobre como montar o seu próprio colchão de liquidez. Então, que tal aprender alguns investimentos que não são bons para a sua reserva? 

Os investimentos de renda variável não estão aptos para receber o seu colchão de liquidez. Por não serem constantes, as oscilações do mercado podem fazer você perder dinheiro. 

O Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA+ também estão fora da lista dos melhores investimentos para reserva de emergência. Isso acontece porque eles não possuem liquidez imediata e você pode ser penalizado se tirar o dinheiro antes do vencimento. 

E por último, mas não menos importante, está a poupança. Embora a caderneta seja segura, seu investimento fica, na maioria das vezes, muito abaixo da inflação. Portanto, você estará, apenas, guardando dinheiro, mas não estará fazendo seu capital render.