• 12/08/2022

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O levantamento radiométrico, também chamado de laudo radiométrico ou radiometria trata-se de um laudo obrigatório e necessário, tendo em vista que a calibração e as condições dos aparelhos responsáveis por emitir radiação podem produzir fatores subestimados se não observa-los.

Caso tenha interesse para saber mais sobre o assunto, basta continuar lendo para entender o que é e como é feito esse laudo!

O que é levantamento radiométrico?

O levantamento radiométrico, ou radiometria, é nada mais que uma medição da dose de radiação que é emitida em áreas adjacentes onde se usa o equipamento radiológico para produção de exames de imagem.

O seu fim principal é analisar se os níveis de doses que a equipe e o público foram expostos estão de acordo com os limites que a lei estabelece. Sendo assim, o levantamento radiométrico, com validade de 4 anos, é uma obrigação para todas as clínicas de Radiologia operarem.

Também é uma obrigação depois de fazer qualquer mudança na sala, equipamentos ou em procedimentos que podem alterar os níveis de radiação. É preciso que os parâmetros de construção e blindagem do centro de imagem sejam determinados em conformidade com o sistema de limitação de dose.

Isso é determinado pelo CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) na Norma CNEN-NE-3.01. Para que assim possa assegurar a proteção radiológica correta para os profissionais e pacientes em exposição aos equipamentos nucleares e radiológicos.

Embora a Lei nº 6437/77 estipulou a responsabilidade da fiscalização sanitária para o licenciamento dos serviços de diagnóstico por imagem, somente por volta de 1994 que foi editada a primeira legislação sanitária.

Que é a Resolução SS 625/94, que prevê a obrigatoriedade da apresentação do levantamento radiométrico para o Licenciamento Sanitário.

Em meados de 1998, a Portaria SVS/MS 453/98 definiu quais são as exigências para fazer o levantamento radiométrico para instituições de saúde na área de radiologia diagnóstica e intervencionista no Brasil.

Essas regulamentações foram benéficas para reduzir os riscos aos trabalhadores e pacientes. Sendo assim, criaram um novo mercado de trabalho e tornaram mais forte a física médica do diagnóstico por imagem.

Como é feito o levantamento radiométrico?

Em 2005, a ANVISA publicou um manual de Radiodiagnóstico Médico que indica que não importa qual seja a faixa de energia, as medidas radiométricas podem ser feitas no modo taxa ou dose integrada, assim como o uso de fatores de conversão.

A Portaria CVS/SP 18 estipula a necessidade de usar equipamentos com sensibilidade de 0,01 nGy para levantamento radiométrico. E a Resolução DIVS/SES 002/2015 define quais são as características ligadas ao tempo de resposta e dependência energética.

Para cada tipo de equipamento ou instalação é preciso fazer os processos de acordo com a orientação da ANVISA. Em linhas gerais, as leituras são feitas com aparelhos de medição calibrados e uma câmara de ionização, cujo volume é sensível o bastante para conseguir detectar radiação na parede do local.

Já em ralação ao aparelho de raios X tradicional, é usado como instrumentos, por exenplo:

  • Monitor de área com tempo de resposta adequado e calibrado;
  • Objeto espalhador (água ou acrílico) com dimensões aproximadas às do abdômen de um adulto típico;
  • Trena.

O método, de forma resumida, baseia-se em desenhar o croqui da sala em que os aparelhos se encontram. Além de definir os parâmetros de operação, direcionar o feixe para as barreiras e fazer os cálculos, tais como:

  • Fatores de uso;
  • Ocupação;
  • Carga de trabalho.

Como é o laudo de levantamento radiométrico?

Um laudo de levantamento radiométrico, laudo de radiometria ou, só laudo radiométrico possui um papel crucial para avaliar os sistemas de proteção radiológica para uma série de atividades que fazem uso da radiação ionizante.

Em decorrência do grande risco de radiação, os laudos de levantamento radiométrico são requisitados por lei, como dito antes. Dessa forma, caso o laudo não esteja sendo feito com a frequência exigida, a clínica de Radiologia pode estar expondo os pacientes e profissionais a doses maiores de radiação.

Essa maior exposição poderá acarretar em uma série de consequências, tais como:

  • Câncer;
  • Queimaduras;
  • Catarata;
  • Infertilidade;
  • Entre outras.

Os riscos irão depender da quantia de radiação ionizante que a pessoa está sendo exposta. Segundo a Resolução RDC 330/2019 da ANVISA, o laudo de levantamento radiométrico precisa ter:

  • Croquis da instalação e vizinhanças, com o layout que apresente o equipamento e o painel de controle, indicando a natureza e ocupação das salas adjacentes;
  • Identificação do equipamento e seu(s) tubo(s), com nome do fabricante, modelo e número de série;
  • Breve descrição dos instrumentos usados e da calibração;
  • Descrição dos fatores de operação usados no levantamento, tais como corrente, tempo, tensão de pico, direção do feixe, tamanho de campo, fantoma, entre outros, conforme o caso concreto;
  • Carga de trabalho máxima estimada e os fatores de uso relativos às direções do feixe primário;
  • Leituras feitas em pontos dentro e fora da área de controle, levando em conta as localizações dos receptores de imagem, analisando a exigência de que as barreiras primárias sejam verificadas sem fantoma, e os pontos de leitura estejam assinalados nos croquis.

O que é teste de radiação de fuga?

O teste de radiação de fuga serve para avaliar o nível de radiação evadido pelo cabeçote do equipamento radiológico. Na maioria das vezes, é feito logo após o levantamento radiométrico e com o mesmo tempo de frequência: a cada 4 anos.

Conclusão

Como você pôde ver neste conteúdo, o levantamento radiométrico serve para medir a dose de radiação em áreas adjacentes as quais se usam os aparelhos radiológicos.

A sua principal finalidade é averiguar se os níveis de dose expostos atendem aos limites que a lei estabelece. Por fim, o que você achou deste conteúdo? Foi útil para você? Não esqueça de deixar seu comentário e confira também outros posts em nosso blog!